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Nascido em Nova York e desenvolvedor de jogos: quem era americano encontrado morto e amarrado com fita adesiva em casa no PR
Casal matou americano por dinheiro, diz polícia
Foi identificado como Tamir Nadav, de 46 anos, o corpo encontrado amarrado com fita adesiva em uma casa de Mari
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Foi identificado como Tamir Nadav, de 46 anos, o corpo encontrado amarrado com fita adesiva em uma casa de Mari...
23/09/2026 00:00
Nascido em Nova York e desenvolvedor de jogos: quem era americano encontrado morto e amarrado com fita adesiva em casa no PR (Foto: Reprodução)
Casal matou americano por dinheiro, diz polícia
Foi identificado como Tamir Nadav, de 46 anos, o corpo encontrado amarrado com fita adesiva em uma casa de Maringá, no Norte do Paraná. Tamir era natural de Nova York, nos Estados Unidos (EUA), e estava desaparecido há mais de duas semanas.
A vítima foi localizada em um cômodo trancado por cadeado na casa em que morava na sexta-feira (18), depois que pessoas sentiram um cheiro forte vindo de dentro do imóvel. A identificação foi confirmada nesta terça-feira (22).
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Segundo Luiza Di Pietro, amiga de Tamir, ele chegou ao Brasil em 2021 para trabalhar. Ele atuava na área de desenvolvimento de jogos online e trabalhou em empresas de São Francisco (Estados Unidos), Montreal (Canadá), Rio de Janeiro (RJ) e em Maringá.
Nas redes sociais, Tamir compartilhava dicas de videogames e comentava sobre a indústria dos jogos digitais.
"Ele era o gringo mais brasileiro, sabe? Porque ele idolatrava o nosso país [...] Ele era aquela pessoa que ele aprendeu português. Ele falava muito bem, entendia muito bem. Sempre que ele ia num lugar, ele vivia a cultura do Brasil", detalha a amiga.
Americano foi encontrado morto na sexta-feira (18).
Arquivo pessoal
Conforme Luiza, o americano tinha amigos espalhados por diversas regiões do país e mandava mensagem para eles com frequência. "Tamir é um cara extremamente presente. Todo mundo que está me mandando mensagem [quando a vítima estava desaparecida] fala: 'Nossa, o Tamir sumiu', porque ele era um cara que mandava mensagem um por um".
O reconhecimento de Tamir foi possível a partir da arcada dentária. Agora, a polícia tenta identificar o dia em que a morte aconteceu e a causa.
Suspeitos da morte moravam com americano
Conforme o delegado Adriano Garcia, um casal é suspeito de envolvimento na morte de Tamir. O homem e a mulher, que não tiveram os nomes divulgados, moravam com a vítima e foram vistos por uma amiga do americano em 3 de setembro — mesma data em que foi registrado o boletim de ocorrência sobre o desaparecimento de Tamir. A polícia pediu a prisão preventiva do homem.
A investigação da polícia apurou que o casal, em 1º de setembro, fez diversas compras em comércios de Maringá. Uma delas, por exemplo, foi a aquisição de dois relógios com o valor de R$ 10 mil. A apuração mostrou que o dinheiro era da vítima.
Corpo estava em casa com sinais de abandono, em Maringá.
RPC Maringá
Também foi divulgado pelo delegado que há indícios de que o casal fugiu da casa do americano em 3 de setembro, após a visita da amiga dele. Uma das pistas é um pacote com comida abandonado em cima da mesa intacto.
"[...] provavelmente por terem sido surpreendidos, eles foram embora da casa e já não voltaram", detalhou o delegado.
A polícia acredita que a motivação do crime foi por interesse patrimonial.
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Amigos registraram o desaparecimento da vítima
Conforme o registro da PM, uma amiga registrou um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento do americano no dia 3 de setembro. Nesta data, ela foi à casa onde ele morava e foi recebida por um casal desconhecido, que disse que o homem havia viajado a São Paulo. Contudo, ela achou a situação estranha e comunicou às autoridades.
Na sexta-feira, voltou à casa junto a outra amiga e ninguém as atendeu. As duas, então, foram informadas por vizinhos de que as luzes do imóvel estavam acesas havia dias, mas sem sinais de movimentação de pessoas lá dentro, além do cheiro forte.
As mulheres entregaram a chave da casa aos policiais militares, que entraram no local.
De acordo com o boletim de ocorrência, havia restos de comida sobre a mesa, televisão ligada e objetos jogados pelo chão. No segundo andar, encontraram o escritório "todo revirado" e com computador ligado.
Ao lado, havia um cômodo trancado com cadeado e com líquido amarelo no chão. A equipe arrombou a porta e encontrou o corpo, que tinha mãos e pés amarrados com fita adesiva.
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